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A gravidez pode ser um momento de grandes mudanças para a mulher e para toda a família. Mas nem sempre a gravidez acontece no momento desejado. Por vários motivos, essa é uma questão de saúde pública no Brasil. Vamos conversar sobre algumas dessas razões?

Em uma pesquisa feita no Brasil entre 2011 e 2012, mais da metade das mulheres entrevistadas após o parto (55,4%) relataram uma gravidez não intencional. Destas, 25,5% das mulheres classificaram sua gravidez como “inoportuna“, ou seja, poderia ter acontecido em outro momento; 29,9% disseram que sua gravidez foi indesejada, porque essas mães não pensavam em ter filhos.

Em 2020, o resultado foi ainda maior: 67,5% das mulheres que deram à luz em hospitais públicos universitários declararam que sua gravidez não tinha sido programada. Ambas as pesquisas apontaram que essas ideias sobre gravidez estão relacionadas a diferentes fatores, que incluem situações de vulnerabilidade social.

E quais são os motivos para uma gravidez inoportuna ou indesejada?

  • Idade e situação social da mãe: o risco de uma gravidez não intencional é quase duas vezes maior em mães com menos de 20 anos.

Além disso, questões como: desemprego, falta de um parceiro e problemas com alcoolismo foram fatores de risco significativo para gravidez não planejada.

  • Filhos anteriores: quanto mais filhos a pessoa já tinha antes daquela gravidez, maior a chance de considerá-la como inoportuna. As mulheres com três ou mais filhos tinham uma chance 14 vezes maior de ter uma gravidez não desejada em comparação com mulheres sem filhos anteriores, na pesquisa de 2012;
  • Complicações anteriores: partos prematuros anteriores e outras complicações, como pré-eclâmpsia, também foram fatores para que mais mulheres considerassem sua gravidez como indesejada.

Curiosamente, históricos de morte neonatal em gravidez anterior foram vistos como um fator protetor. Ou seja, diminuiu o risco de a gravidez ser considerada inoportuna ou indesejada. Uma possível explicação para isso é o fenômeno conhecido como “síndrome da criança substituta”, em que os pais buscam uma nova gravidez para superar a perda anterior.

O grande número de mulheres que reportam gravidez não intencional no Brasil mostra a importância da conscientização sobre planejamento familiar no Brasil. As pesquisas apontam que gestações não intencionais podem a estar associadas ao início tardio do pré-natal, parto prematuro e impactos negativos na saúde física e mental.

Por isso, além do uso de contraceptivos (camisinha, DIU, pílula etc.) e do acompanhamento médico, também já é possível realizar testes que detectam a gravidez 8 dias a partir da relação sexual, sem a necessidade de esperar o atraso menstrual.


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